Estereótipo e preconceito andam de mãos dadas

Aproveitando que hoje estou com o micro pra mim vou contar a vocês mais um dos meus “causos” verídicos.

Havíamos mudado pra França mal fazia um ano quando um amigo de infância do Eric nos convidou pra jantar na casa dele.

Éramos nós mais 3 casais e os anfitriões..

Quando chegamos a dona da casa anunciou toda contente “Fiz caipirinha”.

Ela havia aprendido a fazer numa viagem ao Brasil e havia feito para seus convidados com um pequeno detalhe: ao invés de limão Tahiti ela usou o Siciliano (aquele amarelo, que é mais doce e menos ácido) e ela havia feito com muita vodca então pra diluir um pouco colocou Perrier.

Dá pra imaginar o que era?

Lá pelas tantas ela veio me servir e eu o mais educadamente possível disse que não bebia. Na verdade eu até tomo uma caipirinha de vez em quando mas além de não morrer de amores por bebidas alcoólicas eu estava tomando antibióticos.

Como não bebe? Ela exclamou entre surpresa e chocada.

Expliquei que estava tomando medicamento.

O marido dela veio em socorro à esposa “ Mas francês que é francês toma antibiótico e vinho, vodca, qualquer bebida alcoólica sem o menor problema” e riu, “fosse assim nenhum francês mais tomaria remédios”.

A coisa estava ficando preta pro meu lado então eu resolvi aceitar  e na verdade fiquei segurando o copo. De vez em quando eu despejava um pouco no copo do Eric.

Mais tarde com todo mundo já bastante alcoolizado eles colocam um disco de lambada que estava na moda por lá e começaram a dançar.

Só que o conceito francês (ou daqueles franceses) pra lambada é uma esfregação sem tamanho.

Lá vem o dono da casa me tirar pra dançar e eu sorrindo encabulada disse que não sabia dançar lambada.

Nossa! Era melhor eu ter chamado a mãe dele de prostituta.

O cara ficou ultrajado! Como que eu brasileira não bebia e não dançava lambada? Eu era falsificada. Ou eu estava de gozação com eles.

Como a coisa só tendia a piorar o Eric falou meio que brincando que a mulher dele jamais dançaria lambada com quem quer que fosse a não ser ele próprio, e me puxou pra junto dele.

Moral da história: estereótipo!

Se você é brasileiro tem que gostar de caipirinha e saber dançar lambada!

Se você é gordo tem que ser engraçado e estar sempre de bom humor afinal de contas o Jô Soares é gordo e comediante (nem sempre engraçado). Idem para o Fausto Silva.

 

Em tempo, estereótipo tem a seguinte definição no Houaiss : idéia ou convicção classificatória preconcebida sobre alguém ou algo, resultante de expectativa, hábitos de julgamento ou falsas generalizações. Cf preconceito.
Gente maravilhosa

Vejam só que coisa mais divina a Mi com a filhotinha dela Bianca. Eu brinco que são minha filha e neta virtuais. Mi, eu amo vocês!

Ignorancia tem cura!

Falta de cultura também! Mas a norma ultimamente parece ser: "quanto mais burro melhor"! Impressionante como as pessoas se deixam encantar por programas de televisão de nível medíocre, revistas idem, programas de rádio idem.

E quando alguém perto deles usa um vocabulário correto é chamado de esnobe, metido.

Não ouse discordar da piada sem graça de um icone como o Tom Cavalcanti. Nem pense em criticar a turma do Panica. Comediantes que fazem graça sempre em cima dos outros. Esse são quase sempre os ouvintes ou gente como a gente. Apenas gente!

Critiquei e criticarei sempre posições preconceituosas como a da Rosana Hermann hoje no blog dela.

Ridicularizar esse ou aquele devia ser tão crime quanto o racial.

Agora se quiserem ler um texto decente que peguei o link lá na Cora (essa mulher é o máximo) vcs só tem que clicar aqui.

Está lançada a campanha "Abaixo a mediocridade"!

Sexta feira

Santa sexta-feira! A enxaqueca ontem me jogou na cama o dia inteiro. Foi infernal! Quando ela ia passar chegou a conta do celular e ai é que doeu!!! Minha vontade é jogar todos os celulares da família no rio e não usar mais, mas a gente sabe que isso não é possível então...paga-se!

Por falr em jogar no rio eu preciso absolutamente tirar umas fotos do Rio Sorocaba e postar pra vocês. O rio está sendo despoluído e está ficando lindo! As margens cheias de árvores frutiferas atraem pássaros de todo jeito e os que se alimentam de peixes também porque os peixes já voltaram ao rio. No final da tarde as garças deixam as árvores parecendo cobertas de algodão!

Aqui pertinho de casa tem uma rua onde quase todas as árvores são abacateiros e estão cheios de abacates. Parecem árvores de natal com enfeites verdes. Chegam a vergar de tanto peso. Eu não como abacate mas quem come é só ir até lá e colher!

Adoro o verão! Adoro morar em Sorocaba e adoro ter a natureza assim pertinho!

Enxaqueca

Conheço gente que nunca teve dor de cabeça na vida! A Teca (acho que é ela sim) é uma delas. Eu tenho dor de cabeça a tanto tempo que parece que nasci com ela. Já fiz muitos exames e um monte de tratamento e nada.

As coisas mais diversas podem desencadear uma crise: tipo de comida, bebidas alcóolicas, fome, noite mal dormida, intestino preso...são tantas que já está difícil até separar umas das outras.

Algumas crises duram poucas horas e passam com analgésico comum. Outras duram dias e me obrigam a ir tomar remédio na veia.

Algumas eu preciso largar tudo o que estou fazendo e me deitar no escuro. Outras só doem muito mas eu consigo trabalhar.

A de hoje deve ser por noite muito mal dormida. Está suportável mas tem jeito que não vai passar facilmente e meus olhos estão lacrimejando então eu vou deitar no escuro.

Saco!

Dois assuntos sem relação entre si

1º Minha querida amiga Fal viu morrer seu gatinho querido ontem. Se você a conhece ou mesmo se apenas sabe o quanto é duro pra gente perder um ente querido dê uma passadinha lá e deixe um abraço pra ela. Nessas horas os abraços são o único calmante pra dor!

2º Minha querida amiga Gená colocou lá no blog dela um artigo do Flavio Gikovate imperdível! Leiam porque vale a pena.

Estou saindo para o trampo, volto as 22 hs. Beijos a todos!

Pra variar mil pensamentos

ao mesmo tempo!

A Cé escreveu no blog dela sobre a experiência de ter ido a NY agora em dezembro e lendo o que ela escreveu eu me lembrei que poucos lugares me proporcionaram tantos momentos felizes como aquela cidade. Na verdade aquele país! Americanos são seres de outro planeta com idéias absurdas sobre o resto do mundo mas eu gosto da maneira como eles vivem. Gosto do lado prático deles. Claro que tem coisas que eu não gosto mas elas são poucas em comparação.

Também hoje entrei no blog da Sheila pela primeira vez. Ela mora em Paris, outra cidade que conheço bem demais afinal, morei longos 6 anos lá.

Ela é uma pessoa culta, articulada e pelo jeito tem na profissão um grande aliado para conhecer gente interessante.

Paris foi um desastre na minha vida. É a cidade mais linda do mundo e o lugar onde menos vi solidariedade, humanidade. O francês vive para gerar polemica. Adora um debate, adora um bate-boca mas nunca chega a conclusão alguma e sempre sempre sempre tem que ter razão quando confrontado com idéias de alguém vindo de outro país.

Sempre digo que o preconceito que vivi lá não era pelo fato de ser brasileira mas por não ser francesa!

Outro dia no Spa conheci um francês que discutia comigo que eu não posso ser brasileira e ter um francês sem sotaque. Não! Eu estava mentindo! Eu sou francesa querendo me passar por brasileira só para deixá-lo sem graça. Acredita?

Se os americanos se consideram o melhor país do mundo os franceses acham que são os donos e criadores e que deixam os americanos pensarem que mandam, como adultos que olham crianças dizendo que vão demolir a torre Eiffel.

Tenho amigos brasileiros que moram e Paris e adoram. Não sei...talvez eu não tenha ido com a mente aberta ou talvez pelo fato de eu ser casada com francês tenha vivenciado coisas que brasileiros com brasileiros não vivenciam. Minha prima por exemplo, mora lá e está adorando. A verdade é que ela mudou-se em agosto e já esteve no Brasil duas vezes depois disso. Assim...até eu!

Uma coisa é certa: morar em qualquer lugar do mundo com grana pode ser maravilhoso mas sem nem o paraiso na Terra seria bom!

Gratas surpresas

Ontem fui a SP buscar minha mãe e minha filha foi comigo. Foi muito bacana porque tivemos 100 km na ida para irmos conversando só as duas e descobri que ela tem idéias muito interessantes sobre a vida, sobre a maneira como a vivemos e para onde caminhamos.

Ela se faz de maluquinha, de garota cabelo "chapinha" mas tem muita coisa pra dizer. Sobretudo coisas maduras, refletidas. Foi muito boa mesmo nossa conversa!

Alívio imediato

Passei anos e ano carregando um problema nas costas como um fardo. E que fardo pesado. Eu andava pela vida arrastando um saco cheio de paralelepípedos (figurativo Barda, figurativo ehehehe) que me impediam de andar mais depressa, de curtir a vida. De repente e não mais que de repente (pra imitar um poeta) os paralelepípedos se transformaram em penas de periquitos. Como por encanto eu tomei coragem e me livrei do saco, dos problemas. Na verdade não me livrei, eu entendi que eu via aquilo como um problema.

E só o era pra mim!!!!

Que coisa!

Como se de repente alguém tivesse acendido a luz e eu enxerguei a saída! Estou pasma!

E tudo, tudo resumia-se em eu aprender a falar para mim, sentir dentro de mim, aplicar pra mim em relação ao problema uma única palavra (que pra dizer a verdade eu não acho bonita mas é a única que realmente expressa esse sentimento): foda-se!

Os lembretes mandado por Deus

Eu fui lá Teruska e li as indagações dela. Vou todos os dias ao Extra Extra (um blog em inglês) e acompanho os relatos do Fred que vive no Sri Lanka. Li agora pouco o que o Léo Jaime escreveu enquanto esperava a hora do embarque voltando de NY.

Assuntos que podem parecer dispares mas que tem tudo a haver.

O maremoto que atingiu países da Ásia e um da África não permite que alguém fique indiferente. Todos os dias, praticamente o tempo todo tem algum canal de televisão, um site da internet sem contar as revistas e jornais, falando do assunto.

Se eu entendi direito a Teruska indaga o porquê Deus permite isso. O Fred constata que Deus mandou o que a humanidade precisava e o Léo não fala desse assunto mas já já eu chego lá.

Pra mim essa imensa tragédia foi como um lembrete divino: ok vocês estão aqui e tem tudo e sempre querem mais mas não olham pro lado, nem pra trás, muitas vezes nem pra cima.

O mundo se uniu para ajudar as vítimas! os países ricos pararam pra analisar a situação dos países pobres atingidos mas não poderão deixar de analisar a situação dos pobres em geral. Uma catástrofe dessas pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento.

E o mais interessante disso é que atinge a todos: ricos, pobres, bonitos, feios, cultos e incultos. Não houve uma escolha de lugar pra que acontecesse. Atingiu tanto os resorts caríssimos e sofisticadíssimos dos muito ricos como os casebres dos pescadores.

Podemos ter o poder de um (idiota) George W. Bush ou o dinheiro de um Bill Gates e ainda assim não podemos prever o que vai nos acontecer ao dobrarmos uma esquina e ainda assim nos achamos o máximo.

E apesar dessa pequeneza Deus nos deu a grandeza de sermos únicos! Nos deu a capacidade de superação dos piores sofrimentos. Nos deu a vontade e portanto a força de vontade também (se usamos ou não isso é outra coisa).

O lembrete foi claro ainda que sempre tenham aqueles que colocam as mãos na frente dos olhos e se recusem terminantemente a aceitar.

Podemos mudar o curso da história. Pelo menos da nossa história se soubermos aprender com tudo e todos ao nosso redor e ai entra o Léo Jaime.

Ele escreveu sobre ser considerado um bagulho e sobre a solidão. Bagulhos e lindos se foram com as águas. Acompanhados ou solitários também. Pra mim, aqui na Terra, a gente tem é que se amar! Amando a nós mesmos amaremos aos outros e assim ajudaremos a muitos.

Jesus disse "Amai ao próximo como a Ti mesmo" e a gente não se ama portanto fica difícil amar ao próximo.

Estamos todos aqui e amanhã podemos ser levados pelo vento, pelo fogo, pela água. Tudo o que ficará de nós são nossas boas ações, nossas boas palavras e nossas boas intenções. Isso e apenas isso perdurará e é justo e é belo!

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