...é para descansar certo? Aqui em casa não!
Patrick chegou ontem já reclamando de dor de cabeça. Tomou aspirina, ofereci pra fazer uma canja e ele disse que topava. Eu não estava muito 100% mas lá fui pra cozinha, fiz a canja e daí começou o circo: chega um amigo, depois outro, canja pra todo mundo, louça pra por na máquina, bagunça pela casa. O lindinho se sentindo melhor vai pra balada com a turma. Acordo com ele no meu quarto as 3 da manhã pegando cobertor porque o Daniel ia dormir na sala. Ele saí, volta, acende a luz do corredor, apaga, acende de novo...um saco!
Hoje de manhã o lindinho estava ardendo em febre. O que era um resfriado ontem depois da balada tornou-se uma gripe brava. Ele vem pra minha cama e lá vou eu pra cozinha preparar chá, pegar remédio. Ele fica o dia inteiro na minha cama com febrão e por fim agora a noite eu o levei pro pronto-socorro. Sinusite, gripe, febre. O médico manda tomar soro com medicamentos e saimos de lá e fomos pra farmácia. Na primeira não tinha o antibiótico então fomos ao Shopping e lá eu quase enfarto: cada caixinha do antibiótico custa R$ 90,90. Gente, não é de ouro!
Voltamos pra casa e o lindinho agora tem fome e quer...bife!!!! As 11 da noite o dodói da mamãe quis bife com pão! Ok, ele fritou o bife mas eu limpei a bagunça!
Eu reclamo, brigo, xingo e adoro!!! Adoro ter meus filhos em casa, adoro cuidar deles, adoro reclamar e brigar e enche-los e beijos!
O fim de semana é pra me cansar e ficar feliz!
Não é sigla de nome de presidente mas é o que eu tenho: Sindrome da Fadiga Cronica! Segundo os médicos eu tenho isso por dois motivos: o hormonio TSH muito elevado e o fato de eu não ter ficado em repouso tempo suficiente para meu corpo se recuperar depois da cirurgia.
Engraçado que ninguém me disse pra ficar um mes em casa depois da cirurgia, ao contrário, eles diziam que a minha recuperação estava ótima e agora vêm com esse papo de onça de que EU não me dei tempo!
Agora me mandam descansar, tomar vitaminas, anti-depressivo e anti-inflamatório e mais exames de sangue daqui uns dias. Coitada da Rosangela deve estar de cabelo em pé lá na escola.
E eu não sei ficar em casa sabendo que meus alunos precisam de mim!
Senhorrrrrrrr!
Pra Raquel e pro João! Adorei saber que o João curte as bobagens do bloggi. É uma delícia ter amigos como vcs.
João, o Patrick está bem lá em SBC, curtindo muito a faculdade e a vida de universitário. Depois que ele mudou de república e passou a morar com uns rapazes mais...digamos...pé nos chão... ele está muito mais contente e até mais centrado.
Hoje cedo eu ri muito porque ele me mandou um torpedo pelo celular reclamando do frio e dizendo que precisa comprar roupas quentes. Achei graça porque com certeza ele mandou a mensagem durante uma aula e também porque o que eu, há 200 km de distancia, posso fazer a respeito? Acho que reclamar pra mãe dá um conforto incrível. Vai ver que até aquece!
Só assisti um pedaço do programa dos 40 anos da rede Globo mas francamente achei uma droga! Porque ninguém acertava a camera e ficava olhando e falando pro nada? E o que foi aquela moçada do malhação cantando com um bando de gente fazendo tai chi atrás? Desde quando aquela menina da malhação canta alguma coisa?
A Ana Paula Padrão e a Fátima Bernardes estavam mal vestidas (ainda que o cabelo da Fátima estivesse lindo) e o Bial estava apresentando o BBB.
Se eles tivesse apenas e tão somente passado os melhores momentos de todos os programas, sem aquela patacoada nos intervalos, teria sido mil vezes melhor.
Assistindo ao programa junto com minha filha eu percebi que acompanhei relativamente bem os acontecimentos dos últimos 40 anos. Afinal quando a Globo entrou no ar eu já tinha 7 anos e meio.
Quando penso que eu sou do tempo da Excelsior e da Tupi até me arrepio. Eu era pequena e minha mãe assistia uma novela chamada "O direito de nascer". Acho que era na Excelsior. Lembro que todo mundo, mas todo mundo mesmo, assistia a novela e quando numa casa não tinha televisão, que era uma coisa cara a beça naquele tempo, iam todos pra casa do vizinho que tinha.
Engraçado que tem horas que eu me sinto centenária. Imagino como se sente a minha mãe com quase 85 anos.
Queria descobrir quem foi o sem vergonha que criou o leite condensado. Chamam isso de "comfort food" mas eu só me food comendo esse tipo de coisa "consoladora".
Fui a outro médico para ouvir uma segunda opinião, só que, claro, ele pediu exames mesmo depois de ter vistos os últimos (que diga-se de passagem tem uma semana). Uma possibilidade que ele aventou (lindo isso!) foi fibromialgia, que pra mim era sinonimo de doença de hipocondriaco, coisa que eu nunca me considerei. Isso também é conhecido como a Sindrome do Cansaço Crônico, o que é mesmo o que eu tenho sentido.
Mas as dores que eu sinto são verdadeiras! Juro que não estou imaginando dor, não acho que é dor, não quero que seja dor.
Cada vez que eu tenho que me sentar ou levantar os músculos das coxas, pernas e costas doem como se eu tivesse feito horas de malhação. Só que eu só tenho feito minhas caminhdas matinais com o jack e ainda assim se antes nós andávamos 4 km agora eu mal e mal caminho 500 metros e já estou com a língua de fora.
Enfim, amanhã vamos lá no laboratório (vou a outro laboratório só pra ver se o resultado bate com o anterior) e depois vamos ver que bicho que dá.
De qualquer forma eu sempre fico super emocionada com as manifestações de carinho dos amigos através dos comentários. Vocês não imaginam o quanto isso me dá forças!
Obrigada a todos! De coração!
Eu sempre gostei tanto de dar aulas. Sempre amei meus alunos e adorei essa profissão e de repente...não sei explicar...é como se odiasse profundamente estar em sala, tentar ensinar alguma coisa. Ser professora tem sido um tormento. Todos os dias faço contas assim" ainda tenho que dar tantas aulas nessa semana".
Na verdade depois da operação eu não me sinto mais eu. Será que junto com a tireoide foi-se algo da minha alma? Da minha essência?
Não tenho vontade de dar aulas e tão pouco de fazer qualquer outra coisa. Passaria meus dias olhando pro nada e acho que é nisso que minha vida se tornaria: um nada!
Talvez seja só sono, ou talvez seja só cansaço mas...eu iria pra cama agora mesmo!
Acabou o feriado, a casa está uma bagunça depois de passar dias recebendo hordas de adolescentes para comer, dormir, jogar video-game, se espalhar pelo chão da sala.
Patrick tomou o onibus das 4 da manhã ou seja, eu levantei as 3 e meia para levá-lo à rodoviária e depois quem diz que eu consigo voltar a dormir. As 7 levei a Marie para a escola e o Jack olha para mim com cara de "não to intendendo", morto de sono.
Minha mãe está em Sp e vais er uma semana bem diferente sem ela e sem o Patrick por aqui.
Tenho mil coisas a fazer e uma vontade imensa de não fazer nada, de ficar jogada no sofá lendo ou assistindo filmes.
Peguei o texto a seguir daqui:
"Hoje eu vim falar de uma experiência única e inesquecível que tive ontem e que quero dividir com vocês. A sensação maravilhosa de conseguir se enrolar em uma toalha de banho!!! Gente, eu uma vez comprei uma toalha de praia, daquelas enormes, que dá para para deitar a mãe, o pai, os filhos e o vizinho da barraca do lado, só para conseguir me enrolar em uma toalha de banho. Mais parecia um lençol, de casal, tipo king size. Fiquei parecendo um leitão amarrado, indo para o abate enrolado em uma camisa de força.
ONTEM EU ME ENROLEI EM UMA TOALHA DE BANHO TAMANHO NORMAL!!! Engraçado que fiz dois anos de operada e até agora não tinha tentado, achando que não daria. Eu saí do banheiro e fiquei desfilando em casa enrolada na toalha. Quase fui trabalhar enrolada na toalha.... Vocês sabem que sensação maravilhosa é esta? Acho que muitos sabem.. E muitos logo logo vão saber...
Isto é apenas mais um depoimento que servirá de força para o que estão lutando para operar, para os que estão em dúvida, para os que estão indo super ansiosos para o hospital, para os que estão que não agüentam mais caldinhos... Se enrolar em uma toalha de banho é uma sensação simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!!
Uma da sensações, um dos inúmeros ganhos da cirurgia..
Amo partilhar estas experiências com vcs!
Beijocas, TeTê"
Richard Bach escreveu um livro chamado "Longe é um lugar que não existe". Talvez não exista mesmo mas eu hoje gostaria de ir pra longe, bem longe daqui. Longe da minha realidade, das minhas limitações, das dores. Longe do que me é seguro, certo, palpável. Simplesmente começar a vida de novo num outro lugar.
O Fred é um jornalista que tem esse blog aqui. Eu não sei como ele foi parar em Jaffna, na Indonesia, se não me engano na ilha de Sumatra. Sei que cheguei ao blog dele por causa do Tsunami e acabei virando leitora assídua. Lá no blog ele conta que o tempo dele em Jaffna está acabando e que na semana que vem, que provavelmente é essa que começa hoje (sim senhores, a semana começa no domingo!), ele vai embora de volta pra Londres.
Viver um ano num lugar perdido da Indonésia, junto ao mar e a uma vida completamente diferente de tudo o que ele havia conhecido até então deve ter sido uma experiência e tanto.
Sempre sonhei fazer uma loucura assim. Sempre me prometo que a hora que a Marie tomar o rumo dela, visto que Patrick aparentemente já tomou o seu, eu me lanço ao mundo pra ver tudo o que ainda não vi. Será que terei coragem? Será que um dia eu realmente romperei com as correntes que me prendem a uma vida que não é ruim mas também não é a que um dia eu planejei?
Vejam fotos de Jaffna e me digam se não vale a pena a aventura:



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