Santa Paciência venha em meu auxilio

Houve um tempo que quando eu levava uma rasteira achava que a pessoa não tinha feito por mal! Que ela havia feito aquilo distraídamente. Que não era possível que alguém fizesse mal ao outro de propósito, com intenção de ferir, de prejudicar.

Hoje não tenho mais a mínima ilusão: 90% das pessoas a sua volta querem vê-lo na merda! 9% não se incomodam a mínima com você e apenas 1 % estão do seu lado pro que der e vier.

Tem horas que me bate um cansaço tão grande dessa luta que é viver com os Zumanos que tenho vontade de mudar pra selva! Lidar com leões e outras feras deve ser mais fácil!

Campanha do Agasalho

Hoje tomei vergonha na cara e resolvi começar a minha. Pessoal mesmo! 90% das minhas roupas de inverno tem no mínimo 15 anos. E não estou falando dos casacos de couro ou de camurça, que são eternos, mas sim de malhas de lã, cardigans, pulloveres. Tem coisa que eu comprei quando me mudei pra França, há quase 17 anos, e que usei até o ano passado.

São malhas muito boas, claro, muito quentes mas que já estavam com aquele ar de "lá vamos nós outra vez".

Ai hoje de manhã eu decretei que chega! E comecei a separar pra dar tudo. Só ficaram os cashemeres, que também são eternos se a gente souber cuidar, e as que tem valor sentimental (ou seja eram do Eric) e eu só uso dentro de casa.

Sei que quase tudo o que eu comprar agora não vai durar nem metade das outras mas...pelo menos estarei com roupas menos fora de moda.

Minha mãe fica escandalizada com a capacidade que eu tenho de ficar anos e anos usando as mesmas coisas. No verão eu compro camisetas, um ou outro vestido, mas a maioria dos meus vestidos de verão tem uns 10 anos. Sapatos também. Tem coisa do arco da velha no meu armário. Agora chega! Vida nova roupa nova, sapato novo, só não vai dar pra ter casa nova mas já está de bom tamanho.

Sempre a lesma lerda

Não gosto de frio!

A falta do hormonio está me deixando chorona e chata, muito chata.

Minhas aulas estão acabando mas eu tenho que ficar na escola cumprindo meu horário.

Tenho feito religiosamente exercícios físicos mas não vejo diferença na balança (mas não vou parar porque sinto menos dor fazendo-os).

Minhas juntas estão inchadas então acho que vou juntar tudo e jogar no lixo.

Meu filho vai pra França segunda-feira.

Minha filha cantou ontem num teatro, era uma apresentação da escola, e cantou muito lindo uma música muito chata!

Estou com saudades da Barda e da família!

Meus 4 leitores estão com frio!

Texto muito bom

A Fabiana recebeu de uma amiga o texto da Rosana Hermann que eu "roubei" e público aqui porque gostei mesmo!

O Desafio da GORDURA

Tenho dois grandes problemas em relação a meu peso: dificuldade de emagrecer e facilidade de engordar.

Em algum lugar do meu DNA implantaram um gene de urso polar e meu organismo sempre tem a sensação de que eu vou hibernar durante seis meses e assim,
resolve guardar tudo o que como pra sobreviver ao inverno. O problema é que a vida do urso polar é só inverno.

Sem contar que eu devo ter um sério distúrbio oftalmológico, ligado ao acúmulo de gordura, porque basta eu olhar para uma lasanha que minha bunda aumenta.

Claro, ao longo da vida já engordei, emagreci, engordei, emagreci, como qualquer sanfona histérica. Nada de tão grave que me impedisse de virar a roleta no metrô com uma pequena ajuda ou que me fizesse entalar na roda-gigante. O caso é que nesse engorda-emagrece engorda-emagrece, eu parei por último no engorda.

O problema é que passar a vida inteira preocupada com o peso é um porre.

E a pior parte é ouvir as mesmas soluções e receitas de dieta que você não vai fazer, como 'comer muita fruta, muita verdura, cortar massas e suspender o açúcar'. Ah, então ta. Vamos cortar as massas.

Pega a tesoura, por favor, que eu vou picotar o espaguete e já volto.

O açúcar eu vou guardar em cima do armário prá ficar suspenso.

As frutas eu vou comer, todas, como um bom abacatesão e uma jaca gay.

Vamos deixar de ser hipócritas, o mundo ocidental, capitalista, foi projetado para produzir gente gorda.

Você vai na lanchonete e tudo é gorduroso, calórico e cheio de açúcar.

Pra disfarçar eles vendem uma daquelas saladinhas transgênicas cuja embalagem é mais saudável que o conteúdo. Em qualquer lugar do planeta, na padaria, no posto de gasolina, na banca de revistas, você pode comer salgadinhos, bala, chocolate, tudo que engorda.

Ninguém nunca viu um pacote de cenoura picada, pepino em rodelinha, talos de salsão na boca de caixa da padaria.

Porém, não é só a ingestão da comida que é programada para deixar você obeso e infeliz: todo o marketing da indústria do emagrecimento foi construído para mentir e levar seu dinheirinho. As modelos que vendem aparelhos de ginástica, fazem lipo, botam silicone e depois vão dizer que foi aquela cadeirinha super-duper-lipo-sculpt, em quatro parcelinhas de xis e noventa e nove, que fez com que ela ficasse com aquele corpinho.

O apresentador toma remédio pra emagrecer, faz uma plástica e depois vende diet-sucos pra enganar você.

Quem nasceu magro, seja magro de ruim ou magro de fome, está na vantagem.

Vai economizar muito dinheiro, tempo e sanidade mental. Quem tem tendência a sair rolando, sabe como é o momento de enfrentar a balança do banheiro.

Primeiro você tira a roupa, o sapato, a meia, e sobe na balança (eu tiro tb a piranha do cabelo e os óculos de grau, mas daí, na hora de ver o peso sem os óculos, sempre acho q estou vendo errado Não acredito naqueles quilos todos. Aí você faz xixi, escova os dentes, corta as unhas, pra se livrar de mais alguns gramas e sobe na balança de novo. Nada. O ponteiro já está rindo da sua cara e não sai do lugar.

Você resolve botar mais coisas pra fora. Chora, corta o cabelo, tira a sobrancelha, depila as pernas, arranca uma obturação. Nada. Dá vontade de pular da janela, mas morrer gordo e pelado é o pior vexame (HHHHHHHHHAAAAAA!). Melhor ficar vivo com uma roupinha larga.

Você volta, se veste e sai do banheiro se sentindo uma pizza de ontem grudada na tampa, um lixo, um nada.

Mas, dizem que enquanto há vida há ex-pelancas e para tudo há uma solução.

É só você fazer reeducação alimentar. Ah, bom! Era isso... falta de educação.

Agora sim, vou dividir minhas horas do dia, fragmentar as refeições, ingerir mais proteínas do que carboidratos, trocar o açúcar por adoçante e tudo vai dar certo. Sim, porque no fim, você vai ao spa, faz uma lipo, bota uma prótese.

Se não der certo, você grampeia o estômago, costura a boca e amplia o reto!

Você vai ver que fácil vai ser, você vai ficar magro, direto!!

" O que eu faria com uns 'quilinhos a menos'? " Sairia correndo pra dar um soco na cara do imbecil que criou esse comercial! Aproveitando o nome do remédio já faço a rima: vá K-gá (hahahahahahahaha) no matagal !!!

Agora, com licença que eu tenho que sair pra caminhar. Sabe, fazer exercícios queima calorias... emagrece... ou pelo menos, desengorda!

E, claro, vou usar todas aquelas instruções cômicas para regime que rolam pela web, com dados científicos como "bolacha quebrada não conta calorias", "tudo o que
você come e ninguém vê, não engorda", "depois da meia noite, a comida perde o efeito"! Se não tem jeito, então, não tem jeito.

A solução é viver satisfeito!



Rosana Hermann.

The forgotten

"Os esquecidos" ontem Patrick chegou com esse filme em casa e falou: "Mãe, aluguei o filme que vc queria ver". E eu : "Eu? Nunca ouvi falar desse filme! Não sei de onde tirou essa idéia." E ele insistia até que a minha mãe chegou perto, pegou a caixa do dvd, e perguntou a ele sobre o que discutiamos. E ele explicou pra ela que eu havia pedido pra ele alugar o filme mas não me lembrava. Ela levantou a caixa e apontando para o título falou; "Helloooooooooo".

Essa é a família na qual eu vivo!

O filme vai muito bem até mais da metade ai a gente tem a impressão de que não havia mais roteiro e eles começaram a improvisar e de repente acaba. O suspense é ótimo até eles começarem a se embananar com a história. Uma pena!

Mas ele e pos pra pensar que certas dores a gente gostaria de poder esquecer. Eu fui ensinada (o que não significa que aprendi) que devemos perdoar aos que nos fizeram mal sem esquecer porque assim teremos aprendido a lição. Da mesma forma não devemos esquecer as dores, as experiências sofridas porque elas sempre trazem uma lição. Podemos fazer com que elas vivam na nossa memória sem que continuem a nos fazer sofrer. Se ainda nos fazem sofrer é porque não aprendemos a lição que elas carregam.

Eu devo ser muito burra porque não aprendo as lições. Pelo menos não o suficiente para que elas sejam lembranças indolores. Algumas estão tão vivas dentro de mim que eu volta e meia sonho com elas. Algumas pessoas são capazes de usar a gente como se fossemos um par de sapatos, ou até menos que isso. Um enfeite que eles as vezes usam mas nem lembram que está ali e que se largarem em algum lugar não vão dar falta. Mas isso ainda é lucro porque pior mesmo é quando fazem tão pouco da sua inteligência que o humilham em público. Ou ridicularizam.

Tive tanto disso na vida que não suporto programas humorísticos tipo "Panico" onde a graça é fazer as pessoas de idiotas. Como se os apresentadores fossem superiores aos que vão lá. O mesmo eu sinto quando vejo o Jô ridicularizar um convidado. Eu odeio isso! Odeio! Professores que usam os alunos para fazer graça. Amigos que usam outros amigos para serem o motivo da piada. Gente acima do bem e do mal.

Por mais que eu saiba que essas lembranças me ensinem algo e talvez até me fortaleçam eu preferia esquecê-las. Ainda bem que elas não vivem comigo todos os dias só ficam lá, guardadas num cantinho de onde de vez em quando eu preciso tirar o pó!

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