Não pra mim porque as minhas já acabaram mas pra minha filhota que volta as aulas na segunda. Patrick chega na sexta dia 05. Hoje falei com ele ao telefone. Está na fazenda curtindo as coisas que eles costumam fazer por lá e que são muito estranhas pra nós: caçar ratões d´água que estão fazendo buracos na represa; fazer o feno pro inverno; podar as sebes; fazer conservas de vagem (uma vagem fininha que a gente não tem aqui, só se comprar congelada da Bonduelle); fazer geléias com frutas do quintal (framboesas, groselhas; amoras); congelar partes de um carneiro e de um bezerro (minha sogra chama um açougueiro pra matar e esfolar os bichos e depois ela e ele cortam os pedaços e todo mundo fica ajudando a ensacar, colocar etiqueta e levar pro congelador).
Parece coisa dos "pioneiros" né? Eu sempre achei tudo isso muito estranho mas...é o hábito deles e não é nem que eles precisem fazer isso porque eles tem dinheiro pra comprar as conservas, geléias, carneiro e carne de vaca. Simplesmente eles acham que assim é mais gostoso. Mais tarde, quando o outono chegar võa matar patos selvagens, faisões e outros bichos de caça e também vão congelar e ir comendo durante o inverno.
Eu nunca consegui comer um bicho que eu tivesse "conhecido". Mesmo que não fosse de estimação se eu visse o bicho vivo depois seria impossível comê-lo. Lá, pelo menos na família do Eric, eles não se apegam a nada. Estimação são os cachorros e olha lá. E atualmente nem cachorros tem.
Enfim... cada louco com a sua mania.
Minha filhota está na cozinha fazendo uma maravilhosa charlotte de morango que provavelmente eu vó só experimentar uma tirinha (porque engorda que é de morrer) e mais tarde eu vou instalar meu cirquinho e fazer as minhas decoupages. Ah...eu gosto da vida assim!!!! Só falta meu filho!
Eu hoje acordei num bode, mas num bode que não passou o dia inteiro. Fui dar aula as 7 e meia da manhã com vontade de chorar de raiva. Eu queria ficar na minha caminha. Voltei, cancelei a hidroginastica e depois fiquei com mais raiva porque eu preciso fazer exercicio. Estou um bonde de gorda, me sentindo feia, a última das criaturas. Sei que tem gente que nãp entende eu ficar deprimida assim por causa de peso mas se antes da cirurgia eu já me olhava no espelho e não sabia quem era aquela gorda refletida agora eu perdi completamente a minha identidade.
Quando engravidei do Patrick, quase 20 anos atrás, eu pesava 58 Kg. Ok, não tinha ilusões de que pesaria isso na meia-idade (e nem vem que é meia idade sim porque eu não vou viver 100 anos!!!). Mas depois que o Eric morreu eu engordei e não consegui mais emagrecer. Ai eu fui controlando a coisa...já olhava no espelho sem saber direito quem era. Agora a coisa desandou de vez.
Mudando radicalmente de assunto eu venho em "defesa" da tal da Ranilda, mulher do Marcos Valério. Sei que parece incrível na nossa sociedade de hoje uma mulher ser alienada assim das coisas que se passam ao seu redor mas tenho amigas que são exatamente como ela. Amigas que se fossem convocadas pra falar dos negócios do marido abririam e fechariam a boca porque mal sabem o que eles fazem. São pessoas boas. Boas mães de família e donas de casa mas a única coisa que importa pra elas é o dinheiro pra pagar as contas. De onde ele vem não interessa. Uma delas até trabalha numa ONG e faz um belo trabalho lá mas ela é "socialite". O que conta pra ela é poder fazer as comprinhas dela, as festas, as viagens. Tenho certeza que ela não tem noção do que faz o marido. Se podemos atirar pedras nessas mulheres é apenas e tão somente por serem completamente "cabeça de vento".
E nós somos o quê? Porque esses caras que estão lá no poder foram colocados lá por nós!
Eu não votei no Pt mas não sei se nos deputados e senadores que votei não tem um "podre" ! Não sei! Não acompanho o que eles fazem. Lembro em quem votei e sei bem porque o fiz mas não acompanho o trabalho deles.
Marcos Valério deve pagar (e não é com o dinheiro do povo) pelo que fez. Todos devem pagar mas nenhum de nós pode se eximir da responsabilidade do que está acontecendo.
No ano que vem teremos novas eleições e será a hora de mostrar se aprendemos com a lição ou se mais uma vez veremos tudo acabar em pizza!
Cambada de ladrões
Mauro Chaves
Eles são falsos, mentirosos, aleivosos. Eles passaram mais de duas décadas fingindo ser o que nunca foram. Eles se tornaram uma cambada de ladrões que preparou, durante muito tempo, um grande golpe. O golpe da ascensão social sem o esforço do aprendizado e sem o trabalho produtivo.Durante muitos e muitos anos eles tentaram vender - e até certo ponto conseguiram - o encanto do despreparo, o charme da ignorância, que levava até competentes intelectuais, por uma grotesca mistura de remorso cristão com culpa freudiana, a acharem bonito conseguir falar errado, imitando as silabadas do tosco líder.
Eles conseguiram arregimentar exércitos de generosos e debilóides, puros de espírito e desorientados da vida, idealistas e bravos lutadores, desiludidos e esperançosos - sobretudo estes, os esperançosos, que pensavam perder "o medo de ser feliz", inspirando-se nessa babaquice marqueteira que arrebatou a alma de multidões de alegres palermas.
Eles são hienas que durante mais de duas décadas se fingiram de leopardos.Camuflaram a insensibilidade, esconderam o egoísmo, disfarçaram a covardia. Arvoraram-se em defensores maiores da ética na política, da moralidade no espaço público, da decência nas relações coletivas.Pregaram os melhores costumes, o respeito aos direitos alheios, o altruísmo no engajamento público-político, a correção inegociável no trato do patrimônio comum. Mas o que fizeram, quando lhes deram a oportunidade de chegar ao poder, foi lançar o maior dos insultos ao próprio passado.
O que fizeram não foi só rebaixar, de forma nauseante, seus próprios padrões de comportamento, mas sim desrespeitar os padrões de comportamento de toda a sociedade, deixando-a mais frouxa, leniente e preguiçosa em relação ao culto de seus melhores valores éticos.É que no fundo eles acumularam, incorporaram e absorveram o que de mais sórdido já se praticou no mundo da política e em nosso espaço público.
No poder, em momento algum eles se preocuparam em persuadir aliados ou adversários com a força as idéias, com a construção inteligente dos argumentos, tendo em vista atraí-los para uma boa tese, para uma boa causa, para algo que representasse o verdadeiro interesse coletivo.
Em vez disso, eles optaram pelo suborno, pela abjeta compra de consciências, que é uma das mais degradantes práticas de negociação que seres humanos se podem permitir. Sob este aspecto, o estrago histórico que eles ocasionaram, na tentativa de generalizar, para toda a classe político-partidária, o comportamento nauseabundo deles mesmos, que acabou jogando no lixo o que lhes restava de credibilidade, tão cedo não poderá ser revertido.Parece-lhes muito fácil dizer e repetir que só fazem o que todos sempre fizeram. Aí está o maior dos despropósitos, pois, se compararmos com o deles o lamaçal em que outros já deixaram chafurdar as pilastras do poder, veremos que se trata das semelhanças entre a simples coriza e a pneumonia galopante, ou entre o almoço da lagartixa e o do jacaré - visto que há uma substancial diferença de peso entre a locupletação dos bandidos públicos de ontem e a dos atuais.Eles se julgam muito espertos quando, instruídos por seus advogados criminais - alguns que se especializaram em reescrever a dramaturgia delinqüencial de seus clientes, mas nem sempre com carpintaria teatral convincente -, pretendem fazer crer que apenas praticaram "crime eleitoral", por meio do uso de caixa 2 em suas campanhas, com a qual teriam recolhido doações "por fora", ilegais.Só que não se trata de caixa 2, abastecida com dinheiro privado, mas sim de caixa 3, abarrotada de dinheiro público, desviado, roubado, por meio de contratos com a administração, feitos sem licitação, ou com reajustes ilegais, ou propiciando comissões espúrias, propinas e recebimentos por serviços não prestados.Ao contrário do "conforto ideológico" que alguns críticos lhes oferecem, quando dizem que a bandalheira astronômica que têm praticado deriva da velha adoção do princípio "os fins justificam os meios", eles não têm roubado o patrimônio público porque querem recursos para construir uma sociedade melhor, ou um sistema de distribuição de renda mais justo, ou um utópico "paraíso socialista".
Nada disso. Sem ideologia alguma, mas apenas com a vontade de encher as próprias burras, com o frenesi de enriquecer rápido e ter vida luxuosa, lambuzada do que antes nunca tiveram (e invejavam nos que tinham), sem precisar de maiores esforços para construir riquezas (pois mais fácil lhes era obtê-las afanando os cofres públicos), certamente os "paraísos" de sua preferência são, mesmo, os fiscais.
O pior de tudo, no entanto, é o estrago que essa corja causa no espírito dos jovens, na medida em que lhes inocula, no período mais decisivo de sua vida - em termos de decisões de projetos, de escolhas de caminhos -, o vírus tenebroso da desesperança, da desilusão, da descrença, da desistência moral, da sensação do "tanto faz, porque todos são canalhas".Com o cinismo de suas explicações inverossímeis, com o deboche de suas justificações estapafúrdias - protegidos por habeas-corpi preventivos, que se tornaram a institucionalização do direito à desfaçatez -, estes malfeitores públicos desmoralizam a palavra empenhada, o valor da busca da veracidade dos fatos, das relações, dos acontecimentos, transformando tudo num jogo de palavras inúteis - quando não pérfidas.
Em vista de tudo isso, não há outro caminho: o País só se recuperará (ética, política, administrativa e economicamente) se livrarmos o espaço público de todos eles, de cima a baixo, sem exceções, blindagens ou acordões. Pois para a dignidade pública não há preço político.
Mauro Chaves, jornalista, escritor e produtor, é autor de "Eu não Disse?"
Composição: Cacá Moraes / Abdullah
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo (2x)
eu olho pra eles e fico alegre de novo! Eu amo essas crianças!


Até que sou uma pessoa paciente. E sou da paz também. Quem me conhece sabe que precisa de muito pra me tirar do sério. Mas francamente ficar aqui na escola matando o tempo só porque o chefe precisa ver a minha cara por aqui é dose. Moro há 5 minutos daqui. Se aparece algum aluno pra fazer teste de nível é só me ligar que eu venho na hora. Os exercicios extras que fico bolando aqui posso perfeitamente fazer em casa e mandar pra cá via email ou gravar num cd e trazer.
Fico 4 horas, as vezes mais, sentada na frente do computador numa sala gelada sem muito o que fazer e ai vai me subindo uma irritação que depois não passa. Chego em casa e não tenho vontade de conversar com ninguém.
Sou professora! Meu negócio é dar aulas! Se não tem aula, se não tem aluno eu sirvo pra pouca coisa!
Caspite!
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