Um dia horrível! Nem dava pra chamar de dia de cão se eu olhar pro quadrupede deitado sobre a cama aqui ao meu lado. Um dia horrível! Daqueles de filas, congestionamentos, papeladas, telefonemas infindáveis. Horrível! E ai, num momento de total desatino, eu resolvo cometer um crime.
Paro o carro no estacionamento do Shopping e me dirijo a barraquinha do McDonald postada logo na entrada e com ar sorrateiro digo baixinho pra mocinha sorridente: "Um sundae chocolate dupla cobertura"!
A mocinha parece não entender a urgência da coisa e sempre sorrindo me solta: "Não quer experimentar os novos sabores..." eu interrompo "Não, não um sundae chocolate culpa cobertura (whoops, dupla cobertura)".
Aquele monstro parado à minha frente parece não entender que estou pronta a cometer um crime contra a minha silhueta. Um atentado contra a balança. Que estou ali pronta a cometer o pecado da gula e continua a falar que eu deveria experimentar os novos sabores. Olha pra ela com aquele olhar que diz: Enfia no fiofó os novos sabores e me dá meu sundae. Mas ela continua sua cantilena decorada de que os novos sabores podem ser adicionados da cobertura de minha escolha e que por apenas R$ 0,75 eu ainda tenho direito a ... deixei a fdp falando sozinha e fui embora sem meu sundae.
Meu terapeuta disse que preciso aprender a lidar com as minhas emoções e não comê-las. Ele pode até ter razão mas aqui pensando no sundae eu quero mais é que o terapeuta vá a m....!


Esse lugar existe e é aqui. Pena que pra mim no momento ele se chama sonho!
Minha queridissima amiga Cé disse outro dia que o blog dela as vezes parece o muro das lamentações e esse aqui também. Talvez seja pelo fato de que aqui a gente está "meio" que falando sozinha e que, pelo menos pra mim, é o único lugar que eu me permito falar o que me vai na alma. As vezes é coisa "de momento". Não é uma verdade absoluta (alguma coisa é?????), mas é aquilo que eu estou sentindo naquela hora.
Não faço de propósito mas sou uma artista nata. Posso ter o maior problema do mundo que, se preciso, me apresento risonha, brincalhona, a pessoa mais "alto astral"! E assim que me vejo sozinha desabo em choro. Meus alunos juram que eu não tenho problemas, nunca fico triste nem chateada. Entro em aula como quem vai pro palco. The show must go on!
Só que essa "vida dupla" é muito cansativa e de repente eu me sinto minada, completamente sem forças. E tenho estado assim. Estou procurando ajuda especializada e preciso usar as técnicas de relaxamento que sei pra dormir melhor porque dormir tem sido um problema horrível.
Não é que eu não consiga adormecer mas eu acordo a noite inteira e tenho sonhos confusos, daqueles que a gente acorda cansada.
Enfim...como disse a minha chefe ontem "Não a bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe".
- Asterix, estou sentindo um vazio aqui dentro ...
- Um vazio existencial Obelix?
- Não, um vazio estomacal mesmo!
Sem vergonha alguma roubei da Márcia!!!!
Cada vez mais eu concordo com a Brigit Bardot que os únicos seres que nos amam de verdade e incondicionalmente são os animais.
Chego em casa depois de um dia inteiro fora trabalhando e se eu tivesse com metade do rosto pintado de roxo e a outra metade de laranja ninguém teria reparado. Minha mãe diz "boa noite" sem desgrudar o olho da novela. Minha filha não tirou o olho da revista que estava lendo nem pra me dizer isso. Só o Jack pula, faz festa e fica junto de mim o tempo todo me olhando com amor e carinho.
Meu filho conversa comigo no MSN por monossilabos. Minha filha me critica em tudo o tempo todo. Não tem uma palavra de carinho. Elogio então??? Seria pedir demais.
Só quando alguém quer alguma coisa que eu tenha pra dar é que eu sou tratada como gente. Não apenas dinheiro. Vale meu carro, ou que eu transporte, ou empreste algo que eu tenha.
Chega uma hora que o saco da gente fica tão cheio de tudo isso, que a gente só quer ser tratada como ser humano pelo menos em casa (porque no ambiente de trabalho a gente não é humano, a gente é apenas o ser que gera renda), que me dá vontade de mudar pra selva. Com o Jack , claro! Porque se tem um ser que me ama sem dúvida é ele e isso é muito reconfortante.
Comentei com C. que já acordo com tremedeira e que passo o dia inteiro assim e ela falou: "Lembra quando a única tremedeira que a gente tinha era de paixão total e absoluta? Quando a gente via aquele cara por quem a gente daria a vida e começavamos a tremer incontroladamente?"
É C....eu lembro....rs
Tem gente que decidamente vem ao mundo pra encher o saco dos outros. Acho que é a única missão deles na Terra. Pensei nisso agora que fui postar um comentário no blog de uma amiga e lá vem aquele monte de códigos pra gente digitar pra poder enviar a mensagem (eu sei que aqui também tem isso e que muita gente vem aqui e não deixa comentário pra não ter que ficar decifrando os códigos em hieroglifos que o Uol coloca). Isso existe pra desestimular os pentelhos de plantão que deixam comentários ofensivos ou simplesmente que enchem o saco do dono do blog. No blog da Fal tem Livro de Visita que ela checa antes de publicar pra evitar que os chatos aborreçam não só a ela mas aos amigos dela. A Rosana Hermann sistematicamente tem que deletar comentários de gente que entra lá só pra ofender, pra machucar.
É muita falta do que fazer não é não?
E gente que lê o blog e depois vai fazer fofoca de quem escreveu pra quem nem tinha lido? Eu escrevi um desabafo de uma coisa que sentia num determinado momento da minha vida e no que escrevi eu falei (sem citar nomes) de uma pessoa da minha família. Pois a irmã dessa pessoa que mora lá em Paris leu o Bloggi e pegou o telefone e fez um telefonema internacional só pra contar pra pessoa em questão o que eu tinha escrito. Gerou um puta mal estar, desde então essa pessoa não falou mais comigo e a que fez a fofoca cibernética deve estar mais feliz e satisfeita né?
Realmente tem gente que não deve ter mesmo outra missão na vida do que perturbar os outros. Mas vejamos a coisa pelo lado bom: nós testamos a nossa paciência e nos melhoramos a cada dia que temos que lidar com gente assim.
Meu filho não veio nesse finde e me deixou com uma saudade... Eu sei que cada menos ele virá e cada vez eu terei menos participação na vida dele e que isso é normalissimo mas não consigo me impedir de sentir saudade. Ele movimenta a casa. ouvir o assobio dele nas escadas, a maneira dele brincar com o Jack, cda filho tem sua caracteristica e a gente se acostuma a viver com eles.
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